A ação do gene merle dilui aleatoriamente as áreas pretas de um cão, dando-lhe uma padronagem com azul e preto tão individual quanto uma impressão digital. O mesmo também ocorre com vermelhos merle. Há considerável variação entre os merles, na porção e proporção das áreas azuis. Alguns apresentam um ou dois pontos diluídos, apesar de que a maioria não. Poderia parecer haver genes modificadores que afetam quanto azul estará presente. Os criadores britânicos de Collies ásperos tiveram êxito selecionando azuis merle próximos do azul total, com poucos sinais pretos. Nos Aussies houve pouca, se é que houve alguma, seleção para maior ou menor cobertura de pelagem azul, a maioria das ninhadas são variadas. Às vezes um azul merle é “muddy”, amarronzado, ou tem um ponto avermelhado diluído. Apenas olhando, não há como dizer se é portador vermelho, e estes aspectos não são indicação do status de portador. Não se sabe da existência do alelo vermelho na cadeia genética do Collie áspero, e os criadores de ásperos azul merle têm que lidar com as mesmas variações de áreas sem azul e diluídas. Aqui estão alguns exemplos da variação encontrada nos azuis merle. Idealmente um azul merle tem sub-pelagem da mesma cor que os pêlos da camada externa. Alguns apresentam sub-pelagem bronzeada ou em cor amarelada, resultando numa aparência “muddy” (lameada).

Las Rocosa Top Gun Silverwing, “Gunner”, é um azul merle típico. Ele mostra o padrão de marcas irlandês com modificadores amplificadores. Estes modificadores acrescentam pigmentação ao seu pescoço e coxas, e reduzem a expressão do branco. Ele não apresenta áreas diluídas e suas áreas azuis são estanho escuro. Como muitos, mas nem todos merles, ele escureceu com a idade. Ele apresenta pouco “ticking” (as marcas em “V”). Seu genótipo provável é (a^t a^t Bb Mm s^i?).

Este é Riot, a foto é cortesia de Mary Hawley (da Pastores Australianos Windsor). Ele não apresenta qualquer ponto Tan, mas tem generosas áreas brancas, na padronagem irlandesa. Ele deveria ser denominado azul merle e branco. Ele não é totalmente merle, já que possui a marcação branca. Seu genótipo provável é (A? B? Mm s^i s^i). Logicamente, ele também poderia ser homozigótico para o gene supressor da formação dos pontos Tans “K”. Seria necessário conhecer as cores em seu pedigree para determinar se ele é “A?” ou “K”. ambos genótipos são similares, mas sua coloração total é herdada diferentemente.

Esta é Fairoaks Isis, uma linda azul merle e branca. Suas áreas merle são muito pálidas, lembrando uma geleira. Ela também parece apresentar “ticking” (as marcações em “V”) em suas pernas dianteiras. Comparada a Riot, suas áreas pretas mostram marmorizado mais intenso.

Este belo azul merle seria corretamente denominado azul merle com pontos de tan. Ele não apresenta marcas brancas visíveis. O azul é muito rico e o tan profundo, num rico ferrugem.

Este cara bonitão é Mike, um azul merle total (sua foto é cortesia de Steffany Jay). Ele não apresenta marcas brancas, nem num dedo sequer! Ele também não apresenta pontos de bronzeamento. Se não carregasse o gene merle ele seria um preto monocromático (sólido). Seu genótipo provável é (a^t a^t B? K? Mm S?). Ele pode portar o gene para o “ticking” (marcas em “V”), mas já que ele não tem áreas brancas, não há onde tais marcas aparecerem, se estiverem presentes. Os merles totais são mais comuns nas linhas de trabalho, onde não houve grande seleção em busca do acabamento branco.

Las Animas Jack of Diamonds, “Blue”, também apresenta merling mínimo em sua lateral esquerda. Há um pouco mais azul em sua lateral direita, onde seu merling é mais acentuado. A porção de merling nem sempre é a mesma em ambos os lados do cão. Ele apresenta um padrão de marcas irlandesas bem afetado pelos modificadores amplificadores; sua expressão é reduzida aos pés brancos, peito branco e algum branco em seu pescoço. Seu genótipo provável é (a^t? B? Mm s^i?).

Este filhote de 9 a 12 meses é Reverie Raconteur, “Randall”, que apresenta o merling mais acentuado que o azul. Suas áreas merles são mais claras e suas áreas pretas parecem um rico marmorizado. Ele também apresenta diversos pontos diluídos sobre as costela. Ele mantém toda expressão do padrão irlandês. Seu genótipo provável é (a^t a^t B? Mm s^i?).

Mouse (em foto de Shelley Hollen) apresenta pequenos pontos distintos como uma chita, mais que um forte marmorizado sobre preto. A expressão do gene merle é tão individual quanto impressões digitais, de cão para cão. Criadores de Collies mostraram ser possível, pelo cruzamento seletivo de merles com merles, deliberadamente produzir menos e menos preto, a ponto do cão apresentar apenas uma mancha preta e o restante do corpo azul prateado. Presumivelmente o reverso também é verdadeiro, podendo-se buscar cruzamentos para obter a mínima expressão merling. Até o momento ninguém fez isso sistematicamente com Aussies como já fizeram os criadores de collies, então, numa mesma ninhada pode haver grandes variações.

Tanner, filho de Mary Fillerup’s Heartfire, apresenta um padrão merle mais ao estilo leopardo; suas áreas pretas são similares em tamanho e de certa forma espaçados regularmente. Ele também apresenta pontos Tans bastante extensivos, que ligeiramente sobrepõem-se um pouco à cor do corpo. Note o acobreado subindo em seus joelhos e cotovelos. Ele e seu amigo Cookie (logo atrás) estão numa perseguição a uma bola de basquete. O provável genótipo de Tanner é (a^t a^t B?Mm s^i ?).